Ideias para salvar o mundo. Parte IV: Economia Circular


Na sexta 25.Out.19, por ocasião do Festival de Inovação de Campinas, eu realizei junto à Oca, lá no Terracota coworking uma Roda de Conversa chamada Minimalismo e Consumo Colaborativo: Ideias para salvar o mundo. Este post é uma recapitulação e segmento da conversa daquele dia. Neste quarto post vamos conversar sobre possíveis ideias para salvar o mundo, vamos falar de Economia Circular.

“O empreendedorismo circular é extremamente desafiador, já que ao mesmo tempo ele educa o consumidor e as pessoas para as transições ecológicas e para a mudança de paradigma. Paralelamente ele inaugura novas formas de se fazer o usual e isso exige que o sistema seja revisto e adaptado às novas condições.”  – Lívia Humaire e Lori Vargas do 1 Vida sem Plastico

Segundo a Fundação Ellen MacArthur: o modelo circular constrói capital econômico, natural e social. Ele se baseia em três princípios:

· Eliminar resíduos e poluição desde o início
· Manter produtos e materiais em uso
· Regenerar sistemas naturais

O conceito de economia circular tem origens que não podem ser ligadas a uma única data ou autor. As aplicações práticas do modelo de economia circular adquirem essa cara que parece mais com o que vemos hoje em dia nos anos 1970.

Dentro da economia circular vemos diferentes escolas de pensamento como:
· Design Regenerativo: John T. Lyle tira o conceito de design regenerativo para além da agricultura e o introduz no meio industrial. O design regenerativo usa uma abordagem sistêmica e busca isnpiração na natureza para criar sistemas resilientes e equitativos levando em conta tanto as necessidades da sociedade quanto a integridade do ambiente.
· Economia de Performance: Creditada a Walter Stahel em 1976 em coautoria com Genevieve Reday, publicam um artigo com a visão de uma economia em ciclos (ou economia circular). É ele também que criou o termo Berço a Berço (Cradle to cradle, em inglês).
· Do berço ao berço: Essa filosofia de projeto considera todos os materiais envolvidos nos processos industriais e comerciais para serem nutrientes, dos quais há duas principais categorias: técnicos e biológicos. E busca ver o fim da vida útil de um produto como o inicio de outro
· Ecologia Industrial: Focando dentro do ecossistema industrial, essa abordagem busca a criação de processos de ciclo fechado nos quais os resíduos servem como insumo, eliminando assim a noção de subprodutos indesejáveis.
· Biomimética: é a “Inovação Inspirada pela Natureza”, definida pela autora Janine Benuys. É uma “nova disciplina que estuda as melhores ideias da natureza e então imita esses designs e processos para solucionar os problemas humanos”. Ela usa a natureza como: modelo, medida e mentora.
· Blue Economy: um movimento colaborativo que insiste em soluções determinadas por seu ambiente local e suas características físicas/ecológicas, colocando a ênfase na gravidade como a fonte primária de energia.

Para mais informações, comece dando uma boa uma olhada em:
https://www.ellenmacarthurfoundation.org/pt/economia-circular-1/conceito
https://www.designregenerativo.org/

 

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