Ideias para salvar o mundo. Parte VI: Movimento Slow


Na sexta 25.Out.19, no Festival de Inovação de Campinas, eu  e a  Oca realizamos, lá no Terracota coworking, uma Roda de Conversa chamada Minimalismo e Consumo Colaborativo: Ideias para salvar o mundo. Este post é um segmento/recapitulação da conversa daquele dia. Neste sexto post vamos conversar sobre outra das muitas possíveis ideias para salvar o mundo: o Movimento Slow.

“A demora contemplativa concede tempo, dá amplidão ao ser, o que é algo mais do que estar ativo.
Quando recupera a capacidade contemplativa, a vida ganha tempo e espaço, duração e amplidão.”
Byung-Chul Han, Aroma do tempo

O pontapé inicial do Movimento Slow acontece quando Carlo Petrini realiza um protesto contra a inauguração de um restaurante McDonald’s na Piazza di Spagna, em Roma, isso em 1986. Assim, num protesto contra a aceleração da vida, representada no ato de comer surgiu o movimento Slow Food.

O Slow Movement (Movimento Slow – não há tradução oficial no português para o nome do movimento, a palavra slow, em si, significa lento, devagar) propõe uma  mudança cultural para a desaceleração, seja ela da comida (Slow Food),   das cidades (Slow Cities),  da moda (Slow Fashion),  da forma como viajamos (Slow Travel) e muito mais.

Na Slow Food somos chamados a experimentar sabores locais, sazonais, cozidos com cuidado e respeito e a desfutá-los da mesma maneira. Em 160 países, os projetos do Slow Food protegem e fortalecem a biodiversidade local, difundem cultura alimentar e impulsionam pequenas economias.

Na Slow Fashion o custo de uma peça inclui conhecer o nome de cada fornecedor dos materiais, das mãos que costuraram as máquinas, das artesãs que fazem os acessórios. Elevar, reconhecer e entender o processo do vestir, que só termina realmente no momento em que cada peça de roupa volta ao solo.

O Slow Travel pede que sejamos parte do local que visitamos, que tenhamos tempo para conversar com quem ali vive, procurar entender as pessoas, os modos de viver, os espaços. Escolher os locais com que mais nos identificamos e passar lá horas. Conhecer a pé, de bicicleta, de trem. Participar nas atividades locais e contribuir para o seu desenvolvimento. Evitar o turismo predatório e pasteurizado.

No dia 10 de dezembro de 1989, na Opéra Comique de Paris, delegados do mundo inteiro assinam o Manifesto do Slow Food, oficialmente dando vida à atividade internacional do movimento. O Slow requer que se gaste tempo, intenção e pensamento nas pequenas coisas, para que possamos realmente apreciá-las.

Mais em:

http://www.slowfoodbrasil.com/

https://www.fashionrevolution.org/brazil-blog/autenticidade-e-slow-fashion-possibilidades-e-caminhos-para-um-consumo-mais-consciente/

https://www.skyscanner.com.br/noticias/o-que-e-slow-travel-e-por-que-voce-deve-aderir

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